A Velocidade no Levantamento de Pesos
A força-velocidade desempenha um importante papel especialmente na modalidade do levantamento de pesos, onde a maneira como a força se manifesta é crucial na execução dos exercícios competitivos (Medvedev, et al., 1986). O movimento do arranco, por exemplo, é uma técnica de levantamento de máxima produção de potência onde a velocidade desempenha um papel decisivo na obtenção de altos rendimentos. Um dos objetivos mais importantes na preparação dos pesistas é prepará-los para que sejam capazes de gerar a maior força possível na maior velocidade e quantidade de movimento (trajetória da barra) possíveis (Campos, et al., 2004) e, ainda, transferir esta potência para a barra em um tempo extremamente limitado (menos de 1s) (Garhammer, 1993).
Ao levantar pesos, o atleta deve acelerar a barra até velocidades superiores a 2.0m/s. O grau desta aceleração vertical é resultado das capacidades de força dos atletas, principalmente das articulações dos membros inferiores (tornozelos, joelhos e quadril) (Sandau, 2017).

Os programas de treinamento usados por levantadores de pesos demonstram aumentos marcantes de força e de potência (Stone, et al., 1980). Por exemplo, Garhammer (1982) constatou que o arranco e o arremesso foram os exercícios responsáveis pelas maiores potências registradas. Neste sentido, os pesistas utilizam as puxadas em seu treino de "velocidade" com um exercício auxiliar com o objetivo de aumentar a aceleração no exercício competitivo padrão (Sandau, 2017).
Uma curiosidade em relação ao processo de avaliação do componente da força-velocidade em pesistas através dos testes de saltos pode ser representada pelo 7 vezes campeão mundial e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980 (na categoria 82,5kg), Yuri Vardanian tinha como melhores marcas nos saltos: 100cm no CMJ e 364cm no salto horizontal parado (Vorobiev, 1986).
Cardoso Marques et al. (2011) citam que, baseando-se na relação dos saltos com contramovimento (CMJ) com rendimentos esportivos (de modo geral), tal exercício ou teste pode ser utilizado para estimar:
A produção de força em uma unidade de tempo (TPF);
A capacidade de recrutamento de unidades motoras;
A distribuição das fibras musculares;
E, provavelmente pode servir para quantificar a contribuição da energia acumulada nos elementos elásticos
(Cardoso Marques, et al., 2011).
Embora tenham sido realizadas diversas pesquisas visando encontrar os meios e os métodos mais eficazes de treinamento de força-velocidade determinantes para o sucesso no desenvolvimento da força, como por exemplo, Oleshko (1987) demonstra haver uma correlação entre os indicadores de saltos e os resultados nos exercícios competitivos, especialmente no arranco. Dados que sugerem que os meios do levantamento de pesos possuem alta correlação com o desenvolvimento da força, em especial a força aplicada com alta produção de potência e velocidade, extremamente importantes para a prática desportiva (Oleshko, 1987; Deniskin, et al., 1984; Frolov, et al., 1981), algumas lacunas relevantes para o controle do treinamento ainda não foram claramente determinadas e, como cita Cardoso Marques et al. (2011), ainda não se encontram definidas quais as variáveis mecânicas, neurais e estruturais que mais influenciam no resultado do salto e na melhora do mesmo com o treinamento.
Recentemente, pesquisas apontam uma forte correlação entre os movimentos das articulações durante as partes e fases do arranco com a manifestação dos componentes de aceleração e de velocidade aplicados na barra.

Tais pesquisas nos mostram a similaridade entre o padrão dos momentos de ações da articulação e a cinemática da barra, sugerindo que a coleta e o monitoramento da aceleração da barra pode fornecer insights em relação à erros e alterações no controle neuromuscular das articulações durante a fase da puxada.
Abaixo segue um link de um texto muito bacana sobre o tema:
Dúvidas, sugestões.... comentem e participem!
Forte Abraço!


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